Ergo Proxy é uma série japonesa de animação cyberpunk produzida pelo estúdio Manglobe, com direção de Shūkō Murase e Dai Satō como roteirista-chefe. Seus 23 episódios foram exibidos entre fevereiro e agosto de 2006 pelo Wowow, canal por assinatura via satélite. Depois de um desastre ecológico, a humanidade vive em cidades protegidas por cúpulas, ao lado de androides chamados AutoReivs.
A série se passa em Romdeau, uma dessas cidades, onde as pessoas são geradas em úteros artificiais para cumprir uma função definida na sociedade. Uma série de assassinatos cometidos por AutoReivs infectados pelo vírus Cogito, que os torna conscientes de si mesmos, ameaça o delicado equilíbrio dessa ordem social. A inspetora Re-l Mayer investiga os crimes, enquanto o governo faz experiências secretas com seres misteriosos chamados Proxies.
O estúdio chegou a Murase com a ideia básica de um suspense policial futurista e o deixou conduzi-la para um rumo mais existencialista. Segundo o diretor, a frase de Descartes “penso, logo existo” foi a inspiração do conceito. Satō disse que a obra discute se nos tornamos quem somos pelo ambiente ou pelo que já está em nós, e contou que os robôs levam nomes de filósofos, como Derrida, Lacan e Husserl.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.