Cosmos da Filosofia
Um corredor de nave espacial banhado em luz branca e fria, um único painel de controle piscando ritmicamente, uma pequena janela redonda mostrando estrelas distantes, sem ninguém à vista.

Stanley Kubrick · 1968

2001: Uma Odisseia no Espaço

Da alvorada da humanidade a uma nave guiada por um computador senciente rumo ao desconhecido.

ConsciênciaExistência

Sobre a obra

2001: Uma Odisseia no Espaço foi dirigido por Stanley Kubrick e roteirizado por ele em conjunto com o escritor Arthur C. Clarke, com base em contos anteriores de Clarke, sobretudo A Sentinela (1951). O filme estreou em abril de 1968, produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer.

A narrativa atravessa milhões de anos: começa com hominídeos pré-históricos que descobrem o uso de ferramentas após o contato com um misterioso monólito negro, e avança até uma missão espacial rumo a Júpiter, conduzida pela tripulação da nave Discovery com o auxílio do computador HAL 9000.

O filme é conhecido pelos diálogos escassos, pela confiança nas imagens e na trilha clássica para contar a história, e pelos efeitos visuais construídos quase todos com técnicas óticas praticadas em câmera. A relação entre a tripulação humana e o computador HAL, que desenvolve comportamento próprio e entra em conflito com os astronautas, é um dos eixos centrais da trama.

Onde está a filosofia

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.

O além-do-homem, ao som de Nietzsche

A trilha do filme usa a abertura de Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss, peça composta como homenagem à obra de Nietzsche — e a escolha não é casual: a jornada do astronauta Dave Bowman, do contato com o monólito à transformação final, ecoa a ideia nietzschiana de um ser humano que precisa ser superado por algo além de si mesmo. O filme sugere uma evolução que não é só biológica, mas também de consciência, num salto que a própria humanidade não controla.