Cosmos da Filosofia
Um único feixe de luz circular projetado no chão de pedra escura de um salão vazio, com poeira flutuando no ar

Construído sob o imperador Adriano, sobre um templo anterior de Marco Agripa · c. 113–125 d.C.

Panteão de Roma

Um templo a todos os deuses, coroado por uma cúpula perfeita com um óculo aberto para o céu.

ExistênciaConhecimento

Sobre a obra

O Panteão atual foi construído sob o imperador Adriano, concluído por volta de 125 d.C., no lugar de um templo anterior erguido por Marco Agripa na época de Augusto. Adriano manteve no novo edifício a inscrição original de Agripa na fachada. O nome vem do grego e significa "templo de todos os deuses".

A estrutura é conhecida sobretudo por sua cúpula de concreto romano, a maior não armada já construída, com altura e diâmetro internos iguais a 43,3 metros — de modo que uma esfera desse diâmetro caberia exatamente dentro do espaço. No topo, um óculo de cerca de nove metros de diâmetro é a única fonte de luz natural do interior, funcionando também como ventilação.

Desde 609 d.C., o edifício é uma igreja católica, o que ajudou a preservá-lo praticamente intacto ao longo dos séculos. Tornou-se referência para arquitetos do Renascimento em diante, influenciando desde a cúpula de Brunelleschi na Catedral de Florença até prédios governamentais e universitários pelo mundo.

Onde está a filosofia

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.

Platão e a esfera perfeita

Em diálogos como o Timeu, Platão associa a esfera à forma mais perfeita, a que melhor imita a ordem racional do cosmos. O interior do Panteão é geometricamente uma esfera inscrita em um cilindro: altura e diâmetro são idênticos. Caminhar sob essa cúpula é entrar, literalmente, dentro de uma forma que a tradição platônica via como imagem do próprio universo ordenado.