Aldous Huxley escreveu Admirável Mundo Novo em 1931 e o publicou em 1932, pela editora britânica Chatto & Windus. O romance se passa num Estado Mundial futuro, organizado em torno do lema Comunidade, Identidade, Estabilidade, no qual os seres humanos são produzidos em série, condicionados desde antes de nascer e distribuídos em castas fixas.
Nesse mundo, o sofrimento e o conflito quase desapareceram: a droga soma garante um bem-estar imediato, e o consumo e o prazer substituem qualquer motivo para questionar a ordem estabelecida. O título vem de uma fala de A Tempestade, de Shakespeare, dita por um dos personagens ao ver humanos pela primeira vez: Ó admirável mundo novo, que tem gente assim.
O choque do livro chega com John, o Selvagem, criado fora do Estado Mundial e educado nas obras de Shakespeare, que confronta essa sociedade com perguntas sobre liberdade, dor e sentido que ali soam quase incompreensíveis. Estudiosos leem o romance como uma reflexão sobre até que ponto uma engenharia da felicidade é compatível com uma vida humana.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.