Camus e o herói absurdo
Para Camus, Sísifo é o herói absurdo por excelência: consciente de que a pedra sempre voltará a cair, ele continua empurrando. Não há ilusão de progresso nem promessa de descanso. A felicidade que Camus atribui a Sísifo não vem de esperança, mas do instante em que ele aceita plenamente sua tarefa sem precisar de um sentido que venha de fora dela. "É preciso imaginar Sísifo feliz" resume essa revolta: viver o absurdo em vez de negá-lo ou fugir dele pelo suicídio ou pela fé.





