Cosmos da Filosofia
Uma saia curta plissada num cabide, numa pequena loja vintage de piso xadrez, com luz suave entrando pela vitrine.

Mary Quant (autoria disputada com John Bates e André Courrèges) · Anos 1960

A minissaia

Uma barra de saia que subiu acima do joelho e virou símbolo da juventude rebelde dos anos 1960.

LiberdadeExistência

Sobre a obra

Mary Quant nasceu em 1930, estudou ilustração no Goldsmiths College e, em meados dos anos 1950, abriu com o marido Alexander Plunket Greene e o fotógrafo Archie McNair a boutique Bazaar, na King's Road, em Chelsea — um ambiente com música e horário estendido, bem diferente das lojas de departamento da época.

A autoria da minissaia é disputada: a jornalista de moda Marit Allen defendia que o crédito era do estilista britânico John Bates, e o francês André Courrèges também reivindicava a criação. A própria Quant dizia que quem inventou a minissaia foram as garotas da King's Road, que pediam barras cada vez mais curtas — ela batizou a peça em homenagem ao carro Mini e a popularizou ao longo da década.

Em 1966, a revista Women's Wear Daily incluiu Quant entre as "revolucionárias da moda", e a modelo Twiggy ajudou a espalhar a minissaia internacionalmente. A peça se tornou um dos símbolos mais reconhecíveis da rebeldia jovem dos anos 1960 contra as convenções de vestir das gerações anteriores.

Onde está a filosofia

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.

Kant e a coragem de decidir por si

Kant definiu o esclarecimento como a saída da menoridade — a incapacidade de usar o próprio entendimento sem a tutela de outra pessoa. As jovens que encurtaram suas próprias saias contra o julgamento de pais, patrões e da imprensa mais conservadora estavam, nesse sentido, exercendo exatamente esse tipo de autonomia: decidir por si mesmas o que é apropriado vestir, em vez de aceitar passivamente uma norma herdada.