Longa-metragem brasileiro escrito e dirigido por Alê Abreu e produzido pela Filme de Papel, com apoio do fundo de cinema do BNDES. Estreou no Festival de Animação de Ottawa em setembro de 2013 e chegou aos cinemas do Brasil em janeiro de 2014. Ganhou o Cristal e o prêmio do público no Festival de Annecy e foi indicado ao Oscar de melhor animação.
Abreu combinou lápis de cor, giz de cera, colagem e pintura. Os diálogos foram gravados em português invertido, para que as falas ficassem incompreensíveis, e os letreiros aparecem escritos ao contrário. A trilha é de Ruben Feffer e Gustavo Kurlat. Assim, a narrativa depende sobretudo das imagens e da música.
O filme nasceu dentro de outro projeto: Canto Latino, um documentário animado sobre a formação social, política e econômica da América Latina. Cuca, um menino do campo, parte atrás do pai, que foi embora de trem em busca de trabalho, e encontra plantações de algodão, uma fábrica de tecidos e uma grande cidade, numa sociedade marcada pela pobreza e pela exploração dos trabalhadores.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.