A versão literária mais antiga é de Gabrielle-Suzanne de Villeneuve, publicada anonimamente em 1740, em Paris, dentro de La Jeune Américaine et les contes marins. Era um conto de salão longo e cheio de histórias paralelas, escrito para leitores adultos.
Em 1756, Jeanne-Marie Leprince de Beaumont publicou, no Magasin des enfants, uma versão bem mais curta, com poucos personagens e uma estrutura quase arquetípica, eliminando todo o terceiro ato mais complexo de Villeneuve. Essa é a versão que se popularizou e chegou até hoje.
A história bebe de fontes antigas, sobretudo de Cupido e Psiquê, de Apuleio, e de contos italianos como O rei porco, de Straparola. Estudiosos também associam a Fera à figura histórica de Petrus Gonsalvus, e leem o conto como preparação de jovens para casamentos arranjados, além de uma reflexão sobre julgar além da aparência.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.