A versão mais antiga que se conhece por escrito é “Le Petit Chaperon Rouge”, de Charles Perrault, publicada em 1697 em Paris, na coletânea Histórias ou contos do tempo passado. Nela, o lobo engana a menina e a devora, sem resgate: a história termina com a vitória do lobo.
Perrault fechou o conto com uma moralidade explícita, avisando que meninas não deveriam ouvir qualquer tipo de gente pelo caminho, e que os lobos mais perigosos não são os visivelmente ferozes, mas justamente os de trato ameno, fala suave e maneiras gentis, capazes de seguir alguém até dentro de casa sem levantar suspeita.
Antes de Perrault, a história já circulava em versões orais na França, na Itália e em regiões de língua alemã. Os Irmãos Grimm publicaram sua própria versão, “Rotkäppchen”, em 1812, com um final diferente: um caçador abre a barriga do lobo adormecido e salva a menina e a avó. A versão foi revisada até a forma final de 1857, mais branda que os relatos anteriores.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.