A construção da Sagrada Família começou em 1882, sob o arquiteto Francisco de Paula del Villar. Em 1883, Antoni Gaudí assumiu o projeto e o transformou radicalmente, dedicando-lhe grande parte de sua vida. Quando morreu, em 1926, atropelado por um bonde, apenas uma fração da obra estava concluída — estimada entre 15% e 25% do total.
Gaudí buscou inspiração diretamente nas formas da natureza, não em outros edifícios: as colunas internas se ramificam como troncos e galhos de árvores, e elementos decorativos incluem tartarugas, associadas à permanência do tempo, e camaleões, associados à mudança. O edifício mistura o revival gótico com o art nouveau e o modernismo catalão, e é descrito por críticos como uma interpretação pessoal da arquitetura gótica sem paralelo desde a Idade Média.
Financiada inteiramente por doações privadas e pela venda de ingressos, sem apoio estatal ou eclesiástico oficial, a obra segue em construção até hoje. Suas três fachadas — Natividade, Paixão e Glória — representam etapas da vida de Cristo. A torre central, dedicada a Jesus Cristo, atingiu sua altura final de 172,5 metros em 2026, tornando a Sagrada Família a igreja mais alta do mundo; a fachada da Natividade e a cripta são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2005.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.