Cosmos da Filosofia
Uma coroa de louros desgastada sobre uma coluna de mármore quebrada em meio a ruínas antigas, com poeira suspensa na luz quente da tarde

Corrida, luta, boxe e provas hípicas — Grécia antiga · 776 a.C. – 393 d.C.

Os Jogos Olímpicos da Antiguidade

Por mais de mil anos, atletas gregos competiram em Olímpia em honra a Zeus.

VirtudeEudaimoniaMorte

Sobre a obra

Segundo a tradição, os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em Olímpia, no vale do rio Alfeu, no Peloponeso. Aconteciam a cada quatro anos em honra a Zeus, com o sacrifício de cem bois no dia central das competições. Fora da época dos jogos, o santuário ficava praticamente desabitado.

No começo, a única prova era a corrida do estádio, de cerca de 192 metros. Com o tempo vieram corridas mais longas, luta, boxe, pancrácio, salto em distância, lançamento de disco, pentatlo e corridas de carros puxados por cavalos. Só homens gregos livres competiam, embora mulheres gregas pudessem vencer como donas dos carros.

Os jogos duraram mais de mil anos. A última celebração bem registrada ocorreu em 393 d.C., sob o imperador romano Teodósio I; alguns estudiosos situam o fim de fato um pouco depois, sob Teodósio II, possivelmente associado a um incêndio no templo de Zeus.

Onde está a filosofia

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.

Aristóteles e a areté

Para Aristóteles, a virtude — areté — não é um dom, mas um hábito formado pela repetição de atos corretos, como o corpo do atleta se forma pelo treino. Os jogos de Olímpia celebravam justamente essa excelência conquistada com esforço, e não recebida de graça. O prêmio ao vencedor não era dinheiro, mas o reconhecimento público de uma areté que a cidade toda podia testemunhar — a mesma lógica que sustenta, na Ética a Nicômaco, a ideia de que nos tornamos corajosos praticando atos de coragem.