Ray Bradbury publicou Fahrenheit 451 em 1953, pela Ballantine Books. O título é a temperatura, em Fahrenheit, na qual o papel pega fogo. Na história, os bombeiros não combatem incêndios: eles os provocam, queimando qualquer livro que encontrem, numa sociedade onde ler se tornou proibido.
Bradbury escreveu o romance durante o maccarthismo, num clima de censura e delação que o preocupava, e disse ter se inspirado também nas queimas de livros promovidas pelo regime nazista. Guy Montag, o bombeiro protagonista, começa a questionar o próprio trabalho depois de conhecer uma vizinha curiosa e de testemunhar o desespero de uma mulher que prefere morrer com seus livros a entregá-los.
Anos depois, Bradbury insistiu que o alvo do livro não era apenas a censura oficial, mas também a indiferença: uma população que prefere a televisão e o entretenimento fácil ao esforço de ler e pensar cria, por conta própria, uma sociedade pronta para dispensar os livros.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.