Mary Shelley escreveu Frankenstein entre 1816 e 1817, aos dezoito e dezenove anos, e o publicou de forma anônima em janeiro de 1818, em três volumes. A ideia nasceu no verão de 1816, na Villa Diodati, à beira do Lago Léman, quando Lord Byron propôs que o grupo — que incluía também Percy Shelley e John Polidori — escrevesse cada um uma história de fantasmas para passar o tempo chuvoso daquele ano sem verão.
O romance narra a história de Victor Frankenstein, um estudante que consegue animar um corpo montado com partes de cadáveres e, tomado de horror pelo próprio feito, abandona a criatura à própria sorte. O subtítulo, O Moderno Prometeu, associa Victor ao titã que roubou o fogo dos deuses para dá-lo aos homens e foi punido por isso.
O livro é considerado por críticos, como Brian Aldiss, a primeira obra genuinamente de ficção científica, por unir o gótico a uma especulação séria sobre ciência. Shelley bebeu de leituras como Paraíso Perdido, de Milton, e das ideias do próprio pai, o filósofo William Godwin, sobre educação e natureza humana.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.