Romance de João Guimarães Rosa publicado em 1956 pela Livraria José Olympio Editora. É considerado uma das maiores obras da literatura brasileira, sobretudo pela reinvenção da língua portuguesa: Rosa mistura neologismos, arcaísmos, termos coloquiais e expressões regionais mineiras, o que torna a tradução especialmente difícil. O livro recebeu três prêmios nacionais.
O texto corre num único bloco, sem divisão em capítulos. Riobaldo, um velho ex-jagunço, conta a própria vida a um visitante da cidade que nunca se manifesta. A narrativa percorre o sertão de Minas Gerais, da Bahia e de Goiás no início do século XX, com suas veredas, os caminhos úmidos de gramíneas e buritis que cortam a paisagem.
Dois fios conduzem a história: a relação de Riobaldo com Diadorim, companheiro de bando cercado de mistério, e um pacto com o diabo tentado numa encruzilhada, cuja realidade o livro deixa em aberto. As fontes destacam os temas filosóficos da obra, como o bem e o mal, o livre-arbítrio e a natureza da existência.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.