Cosmos da Filosofia
Dunas de deserto sem fim sob um céu noturno muito estrelado, com uma pequena fogueira ao lado de uma jaqueta de couro de aviador e um cantil

Antoine de Saint-Exupéry · 1943

O Pequeno Príncipe

Um aviador perdido no Saara conhece um menino vindo de um asteroide, que o faz rever o que realmente importa.

VerdadeEudaimoniaLiberdade

Sobre a obra

Novela escrita e ilustrada com aquarelas pelo escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry. Foi publicada em abril de 1943 pela editora Reynal & Hitchcock, em Nova York, ao mesmo tempo em inglês e em francês. Na França, onde o regime de Vichy havia proibido as obras do autor, o livro só saiu depois da Libertação, quando ele já tinha morrido.

Saint-Exupéry a escreveu durante o exílio nos Estados Unidos, sobretudo no verão e no outono de 1942, e partiu em parte da experiência de um acidente aéreo que sofreu no Saara em 1935. Mais tarde, voltou ao serviço militar como piloto de reconhecimento e desapareceu numa missão em julho de 1944.

Um piloto que cai no deserto do Saara encontra um pequeno príncipe vindo do asteroide B-612, que lhe conta suas viagens por planetas habitados por adultos solitários e fala da rosa que deixou para trás. O livro trata de solidão, amizade, amor e perda, critica as prioridades dos adultos e está entre as obras mais traduzidas do mundo.

Onde está a filosofia

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.

O essencial não se vê

Na lição da raposa, o essencial não se enxerga com os olhos, só com o coração. Platão também desconfiava dos olhos: para ele, as coisas visíveis são cópias imperfeitas, e a realidade verdadeira, as Formas, só se alcança pelo pensamento. A diferença é instrutiva. O livro troca o intelecto pelo afeto: o que torna algo único não é uma essência abstrata, mas o tempo e o cuidado dedicados a ele. É o caso da rosa do príncipe, parecida com milhares de outras e, ainda assim, só dele.