Dédalo, arquiteto ateniense que projetou o labirinto de Creta, é aprisionado na ilha pelo rei Minos, junto do filho Ícaro. Para escapar, constrói para os dois pares de asas com penas, fios e cera de abelha — a única rota possível, já que Minos controla o mar e a terra.
Antes de partir, Dédalo avisa Ícaro para não voar nem alto demais, perto do sol, nem baixo demais, perto do mar. Ícaro ignora o aviso, sobe muito alto, o calor derrete a cera das asas, e ele cai no mar — que passou a se chamar Mar Icário em sua memória. O relato mais longo está em Ovídio, Metamorfoses (Livro VIII); Apolodoro (Biblioteca) e Virgílio (Eneida) também registram a história.
Desde a Antiguidade, o mito é lido como advertência contra a ambição excessiva — voar alto demais, rápido demais. Dédalo, que chega a salvo por manter o meio do caminho, raramente recebe a mesma atenção que o filho.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.