A toga vem de garantias anteriores do Mediterrâneo, como o enkyklon grego e o tebenna etrusco, mas ganhou identidade própria em Roma até se tornar o símbolo mais reconhecível da cidadania romana. Os próprios romanos chegaram a se autodenominar togati, o povo da toga.
Depois do século II a.C., a toga tornou-se exclusiva dos cidadãos romanos do sexo masculino: escravizados, exilados e estrangeiros eram proibidos de usá-la, e impostores podiam ser flagrados no censo ou expulsos de assentos reservados a cidadãos no teatro. Fontes antigas afirmam que prostitutas e mulheres condenadas por adultério usavam uma toga como marca pública de desonra, mas historiadores atuais questionam se isso de fato acontecia. Cores e faixas indicavam função: a toga praetexta, com faixa púrpura, era de senadores e magistrados; a toga picta, toda púrpura, vestia generais em triunfo.
Mais do que uma roupa, a toga regulava o próprio ritmo da vida pública: era usada em jogos e cerimônias, nunca no campo ou na guerra, e a disposição correta de suas dobras dizia tanto sobre o cuidado de quem a vestia quanto uma gravata hoje. Caiu em desuso na Antiguidade Tardia, substituída pela túnica e pelo manto, mas seguiu como símbolo de Roma muito depois de deixar de ser usada.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.