
Filosofia Romana
Marco Aurélio
Imperador romano que escreveu, para si mesmo e em campanha militar, um dos livros mais lidos do estoicismo.
Vida e obra
Marco Aurélio foi o homem mais poderoso do mundo romano. E, à noite, em tendas militares à beira do Danúbio, escrevia para si mesmo lembretes sobre a humildade, a brevidade da vida e a paciência com os outros. Essas anotações, nunca destinadas a ninguém, sobreviveram por acaso e se tornaram as Meditações — um dos livros de filosofia mais lidos de todos os tempos. É o mais perto que a história chegou do rei-filósofo sonhado por Platão.
A vida
Um menino na corte de Adriano
Marco Aurélio nasceu em 121 d.C., em Roma, em uma família aristocrática de origem hispânica. Ainda criança, chamou a atenção do imperador Adriano, que acompanhou sua educação.
Em 138, pouco antes de morrer, Adriano organizou a sucessão: adotou Antonino Pio, sob a condição de que este adotasse, por sua vez, o jovem Marco, então com dezessete anos, e Lúcio Vero, filho de um antigo herdeiro de Adriano. Marco estava destinado a governar. Mais tarde, casou-se com Faustina, filha de Antonino, com quem teve muitos filhos.
Da retórica à filosofia
Marco recebeu a melhor educação possível. Em retórica, teve como mestre Frontão, o orador mais famoso da época — e a correspondência afetuosa entre os dois chegou até nós. Mas, ainda jovem, afastou-se da retórica e voltou-se para a filosofia.
No primeiro livro das Meditações, agradece aos que o formaram. Entre eles estão os estoicos Júnio Rústico, que lhe emprestou os escritos de Epicteto, Apolônio e Sexto de Queroneia. Agradece também à mãe, pela generosidade e simplicidade, e ao pai adotivo, Antonino, por seu exemplo de governante paciente e justo.
Imperador
Com a morte de Antonino, em 161, Marco tornou-se imperador. Em um gesto inédito, dividiu o poder com o irmão adotivo, Lúcio Vero, que governou com ele até morrer, em 169.
O reinado de Marco foi uma sucessão de crises:
- guerras contra os partas, no Oriente, e contra povos germânicos que atacavam a fronteira do Danúbio, as chamadas guerras marcomânicas;
- uma terrível epidemia, trazida pelas tropas do Oriente, que devastou o Império por anos;
- revoltas, como a do general Avídio Cássio, que se proclamou imperador em 175, após um falso boato da morte de Marco.
Marco passou boa parte do reinado em campanha, na Europa central, longe de Roma. Ainda assim, deu atenção à filosofia: criou em Atenas quatro cátedras de filosofia, uma para cada grande escola.
A morte e a sucessão
Marco Aurélio morreu em 180, durante uma campanha no front do Danúbio. Foi sucedido por seu filho Cômodo, cujo governo desastroso é frequentemente lembrado como uma das grandes ironias da história: o imperador filósofo, depois de uma série de sucessores escolhidos por adoção, deixou o poder a um filho sem nenhuma de suas qualidades.
Principais ideias
O que Marco Aurélio pensou
Obras
O que escreveu
1 obra na biblioteca.
Influências
De onde veio, para onde foi
Influenciado por
- Epicteto
Leu os Discursos por intermédio de seu mestre Júnio Rústico, a quem agradece nas Meditações.
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