Para o alto e para a frente
A leitura mais difundida dos gestos centrais resume uma divergência real. Para Platão, as coisas que vemos são cópias imperfeitas das Formas, eternas e acessíveis só ao pensamento; faz sentido que ele aponte para cima segurando o Timeu, o diálogo em que um artesão divino molda o mundo olhando para esses modelos. Aristóteles, que estudou vinte anos na Academia, negou que as formas existam separadas das coisas: cada coisa natural é matéria e forma juntas. Sua mão estendida na horizontal e o livro de ética lembram que, para ele, o saber parte do mundo em que vivemos.




