Camus e o absurdo
Para Camus, o absurdo nasce do encontro entre a necessidade humana de sentido e o silêncio do mundo, que não responde às perguntas que lhe fazemos. Vladimir e Estragon vivem essa condição quase ao pé da letra: preenchem o tempo com rotinas e conversas sem rumo enquanto esperam por alguém que talvez nem exista, e cujo silêncio nunca é explicado. Não há mistério a decifrar por trás da espera — o crítico Martin Esslin batizou peças como esta de “Teatro do Absurdo” justamente por dramatizarem, sem resolver, essa falta de sentido que Camus já havia descrito em ensaio.




