Filosofia na cultura
Da tragédia grega ao absurdo: o palco como laboratório de dilemas.
12 resultados
Aristófanes · 423 a.C.
Uma comédia que ridiculariza Sócrates como um charlatão à frente de uma escola de retórica vazia.
Sófocles · c. 442 a.C.
Uma jovem desafia a proibição do rei de enterrar o irmão morto, em nome de uma lei que diz vir dos deuses.
Sófocles · c. 429 a.C.
Um rei investiga a morte do antigo governante de Tebas para livrar a cidade de uma peste — sem saber o que vai descobrir sobre si mesmo.
Atribuída a Ésquilo · Século V a.C.
Um titã é acorrentado a uma montanha por ordem de Zeus, castigado por roubar o fogo dos deuses e entregá-lo aos humanos.
William Shakespeare · c. 1600
Um príncipe finge loucura para investigar a morte do pai e hesita entre agir e pensar demais sobre o que deveria fazer.
William Shakespeare · c. 1606
Um rei idoso divide o reino entre as filhas conforme os elogios que recebe delas, e a decisão o lança à loucura e ao abandono.
Johann Wolfgang von Goethe · 1808–1832
Um sábio insatisfeito com tudo o que aprendeu aposta com o diabo se algum instante da vida bastaria para saciá-lo.
Henrik Ibsen · 1879
Uma esposa aparentemente perfeita descobre que precisa, antes de tudo, descobrir quem é, para além dos papéis de filha, esposa e mãe.
Samuel Beckett · 1953
Dois homens esperam, à beira de uma estrada, por alguém chamado Godot — que nunca chega.
Jean-Paul Sartre · 1944
Três pessoas recém-mortas são trancadas numa sala e descobrem que o inferno não precisa de fogo — só da presença permanente umas das outras.
Bertolt Brecht · 1943
Um astrônomo observa o céu com um telescópio e desafia, com provas, uma visão de mundo protegida pela Igreja e por séculos de autoridade.
Ariano Suassuna · 1955
Dois trapaceiros pobres do sertão enfrentam padres, bispos e cangaceiros — e, ao fim, o próprio julgamento depois da morte.