Hamlet é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. O príncipe Hamlet, da Dinamarca, é visitado pelo fantasma do pai, que revela ter sido assassinado pelo próprio irmão, Cláudio — agora rei e casado com a mãe de Hamlet, Gertrudes. Hamlet finge loucura enquanto busca confirmar a acusação e decide o que fazer com ela.
Ao encenar uma peça que reproduz o crime para observar a reação de Cláudio, Hamlet confirma a culpa do tio, mas hesita repetidas vezes antes de agir, e a demora custa outras vidas ao seu redor, incluindo a de Polônio e de Ofélia. O confronto final entre as famílias envolvidas termina em uma sucessão de mortes.
A peça é lida sob perspectivas filosóficas variadas: a hesitação de Hamlet e sua desconfiança das aparências ecoam o ceticismo do ensaísta renascentista Michel de Montaigne, cujos Ensaios foram traduzidos ao inglês por John Florio em 1603, quase ao mesmo tempo em que Shakespeare escrevia e revisava a peça; o solilóquio “ser ou não ser” é frequentemente discutido como uma reflexão sobre a própria existência; e psicanalistas do século XX, a partir de Freud, leram o conflito do príncipe com o tio e a mãe à luz do complexo de Édipo.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.