Rei Lear é uma tragédia de William Shakespeare, escrita por volta de 1605-1606. O rei idoso decide dividir o reino entre as três filhas de acordo com declarações de amor que elas fazem diante da corte. A caçula, Cordélia, se recusa a exagerar os elogios e é deserdada; o reino fica com as duas irmãs mais velhas, Goneril e Regan.
Uma vez no poder, as duas filhas mais velhas maltratam o pai e o expulsam de casa; Lear enlouquece perambulando por uma tempestade. Em um subenredo paralelo, o conde de Gloucester é enganado pelo filho ilegítimo, Edmundo, e cegado por apoiar Lear; é o outro filho, Edgar, disfarçado de mendigo, quem cuida dele sem se revelar.
A guerra que se segue termina em derrota para Lear e Cordélia, e a peça se encerra com a morte dos dois e de quase todos os demais personagens principais. A crítica discute há décadas se a obra oferece algum consolo — cristão ou moral — para tanto sofrimento, ou se, como argumentou o crítico Harold Bloom, ela está além de qualquer sistema de teologia ou ética.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.