Aristóteles e a tragédia perfeita
Na Poética, Aristóteles toma Édipo Rei como modelo de tragédia bem construída. O que causa a queda de Édipo não é maldade, mas um erro cometido sem saber — o que Aristóteles chama de hamartia. A peça reúne no mesmo momento a peripécia, a virada brusca do destino, e a anagnórise, o reconhecimento da verdade: Édipo descobre ao mesmo tempo quem matou o antigo rei e quem ele próprio é. Essa fusão, para Aristóteles, é o que faz da obra o exemplo mais completo do gênero trágico.






