Em 30 de junho de 2014, o golfista Chris Kennedy foi o primeiro a associar um desafio que já circulava nas redes — despejar água gelada na cabeça e desafiar outros a repetir em 24 horas, sob pena de doar dinheiro — à esclerose lateral amiotrófica (ELA), ao desafiar uma prima cujo marido tinha a doença. Pat Quinn e Pete Frates, ambos diagnosticados com ELA, ajudaram a espalhar o desafio, Frates usando suas conexões no Boston College e no Twitter.
Entre 1º de junho e 13 de agosto de 2014, mais de 1,2 milhão de vídeos do desafio foram compartilhados no Facebook, e entre 29 de julho e 17 de agosto o Twitter registrou mais de 2,2 milhões de menções a ele. A regra permitia cumprir o desafio, doar, ou fazer as duas coisas — no Reino Unido, por exemplo, apenas 10% dos participantes doaram.
O desafio arrecadou mais de 220 milhões de dólares no mundo todo para pesquisa sobre ELA; só a ALS Association americana recebeu 41,8 milhões até 21 de agosto de 2014, destinando cerca de 67% à pesquisa. As visualizações do artigo sobre ELA na Wikipédia em inglês saltaram de 163 mil por mês para 2,89 milhões em agosto de 2014, embora críticos questionassem se era “ativismo de sofá”, o desperdício de água em regiões com seca, e se a participação refletia compromisso real com a causa.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.