Cosmos da Filosofia
Uma porta larga com uma rampa suave ao lado de alguns degraus, sob luz diurna suave, sem pessoas nem placas de sinalização

Ronald Mace · 1985

Design universal

Projetar ambientes e objetos que funcionem, desde o início, para o maior número possível de pessoas.

MoralLiberdadeJustiça

Sobre a obra

O arquiteto americano Ronald Mace (1942–1998) cunhou, em 1985, o termo "design universal" para descrever produtos e ambientes construídos que fossem, ao mesmo tempo, esteticamente agradáveis e utilizáveis pelo maior número possível de pessoas, independentemente da idade, da capacidade ou da condição de vida de cada uma.

Mace teve pólio aos nove anos, em 1950, e passou a usar cadeira de rodas pelo resto da vida. Formado em arquitetura pela Universidade Estadual da Carolina do Norte em 1966, ajudou a aprovar, em 1973, o primeiro código de acessibilidade em construções do estado, que depois influenciou leis federais de acessibilidade nos Estados Unidos.

Em 1997, uma equipe liderada por Mace no Centro para o Design Universal, na mesma universidade, publicou os sete princípios do design universal: uso equitativo, flexibilidade de uso, design simples e intuitivo, informação perceptível, tolerância ao erro, baixo esforço físico e espaço adequado para aproximação e uso.

Onde está a filosofia

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.

Kant e a lei universal

Kant propôs, como critério para julgar uma ação, perguntar se a regra por trás dela poderia valer como lei universal, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. O design universal aplica um teste parecido a objetos e espaços: uma rampa, uma maçaneta alavanca ou letras em relevo só merecem esse nome se funcionarem para o maior número possível de pessoas, e não apenas para um usuário-padrão imaginado sem limitações. É uma espécie de ética prática do projeto, que troca a exceção — soluções especiais só para quem tem alguma deficiência — pela regra pensada desde o início para todos.