Frank Herbert publicou Duna em outubro de 1965, pela Chilton Books, depois de o romance ter saído em partes na revista Analog entre 1963 e 1965. A história se passa numa sociedade interestelar de estrutura feudal, ambientada sobretudo no planeta desértico Arrakis, único lugar do universo onde se produz a especiaria, substância que prolonga a vida e torna possível a viagem espacial.
Paul Atreides, herdeiro de uma casa nobre designada para governar Arrakis, se vê no centro de uma trama de poder entre famílias rivais e passa a ser visto por parte da população local como o cumprimento de uma profecia messiânica. Herbert descreveu o livro como o primeiro romance de ecologia planetária em grande escala, escrito no rastro do debate ambiental que ganhava força nos anos 1960.
Décadas depois, Herbert afirmou que seu objetivo era alertar contra o culto aos heróis, e não celebrá-lo: dizia ser melhor confiar no próprio julgamento do que entregar decisões a um líder messiânico. O livro mistura ainda referências ao budismo zen, a tradições islâmicas e à história cíclica de Ibn Khaldun.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.