Último romance de Fiódor Dostoiévski, publicado em série na revista O Mensageiro Russo entre janeiro de 1879 e novembro de 1880 e lançado em livro em 1880. O autor morreu menos de quatro meses depois de concluída a publicação. Ambientado na Rússia do século XIX, o livro é descrito ao mesmo tempo como romance filosófico e como drama teológico, em torno de questões sobre Deus, o livre-arbítrio e a moral.
No centro estão Fiódor Pávlovitch Karamázov e seus três filhos — o passional Dmítri, o intelectual Ivan e o religioso Aliócha —, além do criado Smerdiakov, tido como filho ilegítimo. A trama gira em torno de um parricídio. O stárets (ancião) Zossima, mestre espiritual de Aliócha no mosteiro da cidade, representa no livro a resposta de fé aos argumentos ateus de Ivan.
Os capítulos “Revolta” e “O Grande Inquisidor”, este um poema narrado por Ivan, estão entre as passagens mais célebres do romance. Entre seus admiradores estão Albert Einstein, os filósofos Wittgenstein e Heidegger e escritores como Virginia Woolf e Franz Kafka. Freud o chamou de o mais magnífico romance já escrito e dedicou a Dostoiévski o ensaio “Dostoiévski e o parricídio”, de 1928.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.