Óleo sobre tela de Jacques-Louis David, exposto no Salão de Paris de 1787 e hoje no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Foi uma encomenda particular de Charles-Michel Trudaine de la Sablière, então com cerca de 20 anos, que se interessara por um drama sobre Sócrates que Denis Diderot planejou e nunca concluiu, com uma cena da morte do filósofo.
David partiu do Fédon, de Platão, que narra a execução de Sócrates. Vestido de branco, ele estende uma das mãos sobre a taça de cicuta e ergue a outra no ar: continua ensinando. Em volta, os amigos mostram aflição; o jovem que lhe entrega a taça desvia o rosto. Críton segura o joelho do mestre, e Xantipa se afasta, olhando para trás.
Há liberdades com a história: Sócrates, com cerca de 70 anos, aparece mais vigoroso do que seria realista, e Platão, jovem na época, é o velho sentado ao pé da cama. O quadro neoclássico fez sucesso, e Joshua Reynolds o considerou a maior obra desde a Capela Sistina e as salas de Rafael no Vaticano. Reexposto em 1791, atraiu interesse também porque histórias heroicas combinavam com o clima do início da Revolução Francesa.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.