Longa-metragem dirigido por Katsuhiro Otomo, que escreveu o roteiro com Izo Hashimoto a partir do próprio mangá, publicado na revista Young Magazine entre dezembro de 1982 e junho de 1990. A animação é do estúdio Tokyo Movie Shinsha, e o comitê de produção reuniu empresas como Kodansha, Toho e Bandai. Estreou no Japão em 16 de julho de 1988, com 124 minutos e orçamento de 700 milhões de ienes.
Em 2019, 31 anos depois da destruição repentina de Tóquio que desencadeou uma guerra mundial, Shōtarō Kaneda lidera uma gangue de motociclistas em Neo-Tóquio. Seu amigo de infância Tetsuo Shima adquire poderes telecinéticos destrutivos depois de um acidente com uma cobaia psíquica que escapou de um laboratório do governo, e passa a ameaçar a cidade e as instalações militares.
Otomo disse que quis evocar o fim da era Showa: os preparativos para os Jogos Olímpicos, o crescimento econômico acelerado e os protestos estudantis dos anos 1960. A crítica associa as explosões do filme à memória das bombas atômicas e às ansiedades da Guerra Fria, e aponta na obra a alienação juvenil e a corrupção do governo. O filme é apontado como decisivo para a difusão do anime no Ocidente.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.