Aristóteles: entre o necessário e o contemplativo
Aristóteles valorizava a prudência prática que garante a sobrevivência, mas também considerava a vida contemplativa e o cultivo das artes como a atividade mais própria do ser humano. A formiga encarna a primeira virtude; a cigarra, ocupada em cantar, talvez estivesse exercendo algo mais perto da segunda. A fábula tradicional pune a cigarra, mas uma leitura aristotélica perguntaria se uma vida só de labuta, sem nenhum tempo para a música, também não seria incompleta.





