O grupo escultórico foi descrito pelo escritor romano Plínio, o Velho, que o atribuiu a três escultores de Rodes — Agesandro, Atenodoro e Polidoro — e o considerava superior a qualquer outra obra de escultura ou pintura. A datação é incerta: propostas vão do século II a.C. ao século I d.C., sem consenso sobre se é uma obra original helenística ou uma cópia romana posterior de um bronze mais antigo.
Foi encontrado em fevereiro de 1506 em uma vinha na colina Oppia, em Roma, e identificado de imediato como a obra descrita por Plínio. O papa Júlio II adquiriu a peça na mesma época e a tornou peça central de sua coleção; desde então está nos Museus Vaticanos, hoje no Museu Pio-Clementino.
A escultura mostra o sacerdote troiano Laocoonte e os filhos Antífates e Timbreu atacados por serpentes marinhas, episódio ligado ao mito da Guerra de Troia. Desde o século XVIII, a obra é discutida por historiadores da arte como Johann Winckelmann e Gotthold Lessing, que se perguntaram como uma cena de dor e fracasso pode, ao mesmo tempo, ser vista como bela.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.