Dirigido por Fernando Meirelles, com codireção de Kátia Lund e roteiro de Bráulio Mantovani, Cidade de Deus adapta o romance homônimo de Paulo Lins, publicado em 1997. Lançado no Brasil em 30 de agosto de 2002, acompanha o crescimento do crime organizado na favela carioca do título, do fim dos anos 1960 ao começo dos anos 1980, pelo olhar de Buscapé, jovem que sonha ser fotógrafo.
Boa parte do elenco veio de favelas como o Vidigal e a própria Cidade de Deus, e o único ator profissional era Matheus Nachtergaele. Por meses, crianças e jovens participaram de uma oficina de atores baseada em improvisação. Meirelles quis manter o caráter casual que a violência tem no livro; segundo a crítica Jean Oppenheimer, a produção também evitou glamourizá-la, e muitas mortes ficam fora de quadro.
Primeiro filme brasileiro a receber quatro indicações ao Oscar, em direção, roteiro adaptado, montagem e fotografia, levou mais de 3 milhões de espectadores aos cinemas do país. Também foi criticado: Ivana Bentes acusou-o de transformar pobreza e violência em produto de exportação, e o rapper MV Bill, morador da Cidade de Deus, disse que o filme só aumentou o estigma sobre as crianças de lá.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.