Cosmos da Filosofia
Rio largo e calmo ao amanhecer, com um barco de madeira vazio amarrado à margem e névoa sobre a água

Hermann Hesse · 1922

Sidarta

Na Índia do tempo do Buda, um jovem brâmane deixa tudo para buscar a sabedoria por um caminho que seja só seu.

ConhecimentoSofrimentoTempo

Sobre a obra

Romance de Hermann Hesse publicado em 1922 pela editora S. Fischer, na Alemanha, com o subtítulo Eine indische Dichtung, uma composição poética indiana. Hesse, que receberia o Nobel de Literatura em 1946, inspirou-se na viagem que fez à Índia e em textos da tradição indiana, como os Upanixades e o Bhagavad Gita, para tratar de questões que o inquietavam.

A história se passa na Índia antiga, na época de Gautama, o Buda. Sidarta, filho de um brâmane, deixa a vida confortável com o amigo Govinda para viver como asceta errante. Depois de encontrar o próprio Buda, Govinda entra para a ordem, mas Sidarta segue um caminho só seu, que passa pelos prazeres do mundo, ao lado da cortesã Kamala e do mercador Kamaswami.

Segundo as fontes, o romance sustenta que a compreensão não se alcança por métodos intelectuais, mas pela experiência acumulada da vida, incluindo o sofrimento. Um rio e um velho barqueiro, Vasudeva, têm papel central nessa aprendizagem. Lançado nos Estados Unidos em 1951, o livro se tornou muito influente na contracultura dos anos 1960.

Onde está a filosofia

Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores. Contém spoilers.

Sabedoria não se ensina

Ao encontrar Gotama, Sidarta reconhece nele um homem iluminado, mas não entra para sua ordem: conclui que precisa alcançar a compreensão por conta própria, sem a instrução de um mestre. Govinda, ao contrário, fica com o Buda. A ideia lembra Sócrates, que se comparava a uma parteira: não entregava conhecimento pronto, apenas ajudava os outros a dar à luz as próprias ideias. Em Sidarta, nem isso basta. O mestre decisivo será a própria vida, com seus desvios e perdas.