Óleo sobre tela de Pablo Picasso, pintado em Paris entre 1º de maio e 4 de junho de 1937 para o pavilhão espanhol da Exposição Internacional daquele ano, por encomenda do governo da República Espanhola, em plena Guerra Civil. O ponto de partida foi o bombardeio que aviões alemães da Legião Condor, enviados por Hitler em apoio às tropas de Franco, fizeram em 26 de abril sobre a cidade basca que dá nome ao quadro.
A tela, com quase oito metros de largura, usa só cinza, preto e branco. Nela aparecem um touro, um cavalo ferido, mulheres que gritam, uma delas com um filho morto nos braços e outra com uma lamparina, um soldado morto com uma espada partida, uma flor e uma lâmpada nua. Pressionado a explicar os símbolos, Picasso respondeu que o touro era um touro e o cavalo, um cavalo.
O museu descreve o quadro como um apelo genérico contra a barbárie e o terror da guerra, que se tornaria emblema das tragédias da sociedade moderna. Depois de Paris, ele circulou pela Europa e pela América e ficou sob a guarda do MoMA, em Nova York, até que a democracia voltasse à Espanha, como Picasso exigira. Chegou em 1981 e está no Reina Sofía desde 1992.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.