Óleo sobre tela do pintor alemão Caspar David Friedrich, em geral datado de 1818; algumas fontes, entre elas a própria Hamburger Kunsthalle, indicam cerca de 1817. O museu de Hamburgo adquiriu o quadro em 1970 e o expõe desde então. É considerado uma das obras-primas do romantismo e uma das mais representativas do movimento.
Um homem de sobretudo verde-escuro, com uma bengala na mão direita, está de pé sobre um rochedo, de costas para quem olha. Diante dele, uma névoa espessa cobre a paisagem, atravessada por cristas, árvores e montanhas. Os elementos vêm dos montes de arenito do Elba, na Saxônia e na Boêmia, mas Friedrich os rearranjou no ateliê. A identidade do homem é incerta.
A figura vista de costas, chamada em alemão de Rückenfigur, costuma ser entendida como um convite para que o espectador entre no quadro e adote o ponto de vista do personagem. A obra foi lida como emblema da autorreflexão e da contemplação do caminho da vida, e sua paisagem, como evocação do sublime.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.