Percy Bysshe Shelley escreveu 'Ozymandias' no fim de 1817 e publicou o soneto em 11 de janeiro de 1818, no jornal The Examiner, sob o pseudônimo 'Glirastes'. O poema nasceu de uma disputa amistosa com o banqueiro e poeta Horace Smith: os dois decidiram escrever, cada um, um soneto sobre o mesmo tema.
A inspiração veio de um trecho do historiador grego Diodoro Sículo sobre uma estátua colossal do faraó egípcio Ramsés II, cuja inscrição original proclamava a grandeza do rei acima da de qualquer outro governante. O interesse pelo tema também foi avivado pela notícia de que um fragmento dessa estátua, o chamado Jovem Mêmnon, estava a caminho do Museu Britânico.
O poema descreve um viajante que encontra, no deserto, os restos partidos de uma estátua e a inscrição arrogante do rei, cercada apenas por areia vazia. Estudiosos associam amplamente o poema a uma crítica velada a Napoleão Bonaparte, embora a leitura tenha sido estendida a outros governantes autoritários ao longo do tempo.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.