A fonte mais antiga é a Odisseia de Homero (séc. VIII a.C.): Ulisses vê Tântalo no mundo dos mortos, de pé em água que lhe chega ao queixo, sob uma árvore carregada de frutos — mas, sempre que tenta beber, a água baixa, e sempre que estica a mão para o fruto, o vento afasta os galhos. Homero não diz qual foi o crime.
As fontes divergem sobre a culpa de Tântalo. Píndaro (Primeira Olímpica, séc. V a.C.) rejeita expressamente a versão de que ele teria servido o próprio filho, Pélope, como carne num banquete aos deuses — para Píndaro, é melhor falar bem dos deuses do que repetir essa história. Ele prefere outra: Tântalo teria roubado néctar e ambrosia dos deuses para dar a amigos mortais. Eurípides, no prólogo de Orestes, e outras fontes dizem que ele revelou segredos divinos aos homens.
Além da água e do fruto inatingíveis, uma tradição mais antiga — presente já em fragmentos de Arquíloco, Álcman e Alceu — descreve um rochedo gigante suspenso sobre a cabeça de Tântalo, ameaçando cair a qualquer momento; fontes tardias, como Pausânias e Apolodoro, combinam as duas punições. Do nome e do castigo de Tântalo vem o verbo inglês to tantalize: atormentar com a visão de algo desejado e fora de alcance.
Leituras do Cosmos da Filosofia — aproximações com os filósofos, não a intenção declarada dos criadores.